Vazamento de dados, phishing, clonagem de cartão, fraude bancária e extorsão sexual são apenas alguns dos tipos de golpes que alguém pode sofrer caso não tenha cuidado com a atividade online. Segundo uma pesquisa feita pelo DataSenado, instituto do Senado Federal, um em cada quatro brasileiros caíram em golpes digitais entre junho de 2023 e junho de 2024. O número representa mais de 40,85 milhões de pessoas vítimas de crimes cibernéticos no Brasil. A pesquisa não revela um perfil claro de alvos, o que indica que qualquer pessoa pode ser vítima de fraudes da Internet, independentemente da classe socioeconômica.
Pensando nisso, o TechTudo listou alguns perigos muito comuns, mas que podem passar despercebidos por usuários no dia a dia. A seguir, confira cinco coisas que você jamais deve fazer na Internet.
Caso o usuário use somente uma senha para todos os logins nas redes sociais, ele arrisca sobre invasões e coloca em risco as informações sigilosas disponíveis nas plataformas que utiliza. O risco é ainda maior quando essa senha dá acesso a aplicativos bancários e outros sistemas financeiros. Optar por senhas diferentes para cada plataforma previne que hackers acessem e roubem dados online. No entanto, isso não é o suficiente para evitar os perigos da Internet. A senha deve ser forte para garantir a segurança das informações. Coloque uma variedade de letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais.
Por conta da disseminação de conteúdos feitos por inteligência artificial, é necessário estar alerta que nem tudo o que é publicado na Internet é real. Isso não se restringe somente às deep fakes de IA, mas também às fake news. Por isso, é recomendado sempre realizar a checagem dos fatos antes de compartilhar algo. Utilize o Google para buscar se outros sites confiáveis também estão compartilhando aquela informação. Caso não encontre nada, há uma grande chance de ser uma notícia falsa.
A autenticação de dois fatores é um passo a mais na etapa de login, onde o usuário deve comprovar a própria identidade após a aplicação da senha. Há diversas formas de realizar esta validação, como biometria, envio de um código para o celular via SMS ou WhatsApp, ou por meio de um aplicativo de autenticação, como o Google Authenticator. O processo pode ser chato para novos usuários, mas auxilia na prevenção de invasões, porque impede que potenciais invasores consigam invadir a conta sem a autenticação.
Atualmente, muitas plataformas já oferecem a autenticação de dois fatores, como Amazon, Apple e Facebook. Embora seja recomendada por essas plataformas, o uso da autenticação é opcional e deve ser ativado pelo próprio usuário. Além disso, alguns sites também enviam um alerta toda vez que a conta é acessada por um aparelho ou navegador desconhecido. Dessa forma, o usuário é notificado em caso de qualquer acesso suspeito.
Preencher formulários de sites desconhecidos, por mais que pareça inofensivo, também pode ser uma tática de hackers para roubar informações. Mesmo que o site não solicite nenhum dado sensível, páginas maliciosas podem induzir a instalação de malwares no dispositivo. O perigo não está apenas em plataformas suspeitas, já que sites seguros e conhecidos podem sofrer ataques e expor dados dos usuários quando estão mal protegidos. Portanto,antes de preencher formulários online, verifique se o site é confiável por meio do endereço (sites protegidos começam com “https://”) e avaliando os comentários no Reclame Aqui. Além disso, evite usar dados pessoais, como seu e-mail principal e número de telefone real.
Embora lojas, restaurantes e outros estabelecimentos públicos ofereçam Wi-Fi gratuito para os consumidores, não há garantia de segurança quando ele pode ser acessado por qualquer um. Hackers podem criar redes públicas para enviar malwares para controlar o aparelho e roubar os dados pessoais de qualquer pessoa que fizer login. Por isso, caso precise realizar alguma atividade online que envolva dados e dinheiro, como transações, recomenda-se o uso dos dados do aparelho.
Outra forma de garantir a segurança e ainda aproveitar os benefícios do Wi-Fi público é com o uso de uma rede privada virtual, ou seja, uma VPN. Essa tecnologia cria uma conexão segura e privada entre o dispositivo e a Internet, o que garante a proteção dos dados durante a atividade online.
Com informações de Kaspersky, USA Today e CGU Por Milena Borges, para o TechTudo