:: 5 coisas que você NUNCA deve fazer na Internet – e quais perigos se fizer

Utilizar o Wi-Fi público e gratuito de um estabelecimento pode representar um risco para seus dados pessoais; a seguir, confira cinco cuidados para se ter na Internet

Vazamento de dados, phishing, clonagem de cartão, fraude bancária e extorsão sexual são apenas alguns dos tipos de golpes que alguém pode sofrer caso não tenha cuidado com a atividade online. Segundo uma pesquisa feita pelo DataSenado, instituto do Senado Federal, um em cada quatro brasileiros caíram em golpes digitais entre junho de 2023 e junho de 2024. O número representa mais de 40,85 milhões de pessoas vítimas de crimes cibernéticos no Brasil. A pesquisa não revela um perfil claro de alvos, o que indica que qualquer pessoa pode ser vítima de fraudes da Internet, independentemente da classe socioeconômica.

Pensando nisso, o TechTudo listou alguns perigos muito comuns, mas que podem passar despercebidos por usuários no dia a dia. A seguir, confira cinco coisas que você jamais deve fazer na Internet.

1. Usar somente uma senha para todos os logins

Caso o usuário use somente uma senha para todos os logins nas redes sociais, ele arrisca sobre invasões e coloca em risco as informações sigilosas disponíveis nas plataformas que utiliza. O risco é ainda maior quando essa senha dá acesso a aplicativos bancários e outros sistemas financeiros. Optar por senhas diferentes para cada plataforma previne que hackers acessem e roubem dados online. No entanto, isso não é o suficiente para evitar os perigos da Internet. A senha deve ser forte para garantir a segurança das informações. Coloque uma variedade de letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais.

2. Acreditar em qualquer coisa que lê

Por conta da disseminação de conteúdos feitos por inteligência artificial, é necessário estar alerta que nem tudo o que é publicado na Internet é real. Isso não se restringe somente às deep fakes de IA, mas também às fake news. Por isso, é recomendado sempre realizar a checagem dos fatos antes de compartilhar algo. Utilize o Google para buscar se outros sites confiáveis também estão compartilhando aquela informação. Caso não encontre nada, há uma grande chance de ser uma notícia falsa.

3. Não ter autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores é um passo a mais na etapa de login, onde o usuário deve comprovar a própria identidade após a aplicação da senha. Há diversas formas de realizar esta validação, como biometria, envio de um código para o celular via SMS ou WhatsApp, ou por meio de um aplicativo de autenticação, como o Google Authenticator. O processo pode ser chato para novos usuários, mas auxilia na prevenção de invasões, porque impede que potenciais invasores consigam invadir a conta sem a autenticação.

Atualmente, muitas plataformas já oferecem a autenticação de dois fatores, como Amazon, Apple e Facebook. Embora seja recomendada por essas plataformas, o uso da autenticação é opcional e deve ser ativado pelo próprio usuário. Além disso, alguns sites também enviam um alerta toda vez que a conta é acessada por um aparelho ou navegador desconhecido. Dessa forma, o usuário é notificado em caso de qualquer acesso suspeito.

4. Preencher formulários desconhecidos

Preencher formulários de sites desconhecidos, por mais que pareça inofensivo, também pode ser uma tática de hackers para roubar informações. Mesmo que o site não solicite nenhum dado sensível, páginas maliciosas podem induzir a instalação de malwares no dispositivo. O perigo não está apenas em plataformas suspeitas, já que sites seguros e conhecidos podem sofrer ataques e expor dados dos usuários quando estão mal protegidos. Portanto,antes de preencher formulários online, verifique se o site é confiável por meio do endereço (sites protegidos começam com “https://”) e avaliando os comentários no Reclame Aqui. Além disso, evite usar dados pessoais, como seu e-mail principal e número de telefone real.

5. Usar Wi-Fi público

Embora lojas, restaurantes e outros estabelecimentos públicos ofereçam Wi-Fi gratuito para os consumidores, não há garantia de segurança quando ele pode ser acessado por qualquer um. Hackers podem criar redes públicas para enviar malwares para controlar o aparelho e roubar os dados pessoais de qualquer pessoa que fizer login. Por isso, caso precise realizar alguma atividade online que envolva dados e dinheiro, como transações, recomenda-se o uso dos dados do aparelho.

Outra forma de garantir a segurança e ainda aproveitar os benefícios do Wi-Fi público é com o uso de uma rede privada virtual, ou seja, uma VPN. Essa tecnologia cria uma conexão segura e privada entre o dispositivo e a Internet, o que garante a proteção dos dados durante a atividade online.

Com informações de KasperskyUSA Today e CGU Por Milena Borges, para o TechTudo